ANA MARIA MACHADO: A INTERVENÇÃO DO LUDISMO VERBAL NAS RELAÇÕES NOME E TEXTO

 

Maria Teresa Gonçalves Pereira - UERJ

 

 

A posse de um nome é, e tem sido desde tempos imemoriais, privilégio de todo o ser humano. “Ninguém, de baixa ou alta condição, fica sem nome, uma vez que veio ao mundo”, lemos na Odisséia. Os nomes desempenham nas relações humanas um papel tão importante que são freqüentemente dotados de poderes mágicos rodeados de complicadas superstições e tabus.

O conceito do nome próprio está assim profundamente arraigado na tradição e, na vida diária, não temos dificuldade em reconhece-los e distingui-los dos substantivos comuns, escrevendo-os com maiúsculas. No entanto, nem sempre é fácil estabelecer os fundamentos sobre os quais se baseia a distinção. Há alguns critérios propostos para a definição de um nome próprio: 1) unicidade, 2) identificação, 3) designação contra conotação, 4) som distintivo, 5) critérios gramaticais.

Muitos filósofos lingüistas consideram os nomes próprios como marcas de identificação. Por oposição aos substantivos comuns, cuja função é incluir espécimes particulares sob um conceito genérico – um nome próprio serve só para identificar uma pessoa ou objeto, singularizando-os de entre as entidades semelhantes. Uma comparação usada freqüentemente é a de um “rótulo” fixado numa pessoa ou numa coisa para a identificar, diferenciando-a de elementos similares. Esta analogia, apesar de sua aparência moderna, é muito antiga, pois rótulos contendo nomes próprios já eram encontrados em inscrições e papiros egípcios.

Para Stephen Ullmann, dos cinco critérios acima mencionados, o segundo é o mais útil. Os restantes ou são de alcance limitado ou estão já implícitos na função identificadora dos nomes.

A diferença essencial entre os substantivos comuns e os nomes próprios reside na sua função: enquanto os primeiros são unidades significativas, os segundos são simples marca de identificação.

Embora facilmente se distingam os nomes próprios dos substantivos comuns, a demarcação entre as duas categorias não é de modo algum decisiva, como, por exemplo, nome de lugar que na origem é substantivo comum, apelido, nome de pessoa.

O processo inverso pelo qual o nome próprio se transforma num substantivo comum também é bastante freqüente. Estas mudanças são conhecidas e dispensam uma análise detalhada. Em termos gerais, enquadram-se em dois grupos. Alguns são “metafóricos”, baseados em qualquer tipo de semelhança ou aspecto comum. É o fator em jogo quando uma pessoa ou um lugar dá o seu nome a uma classe inteira de pessoas ou lugares semelhantes. O segundo grupo é “metonímico”, baseado em qualquer relação, menos a semelhança: a que há entre o inventor e a invenção, entre o produto e o lugar de origem, por exemplo. A transparência do substantivo comum dependerá do maior ou menor grau de conhecimento do nome próprio. A derivação de um substantivo comum a partir de um nome próprio pode também ser obscurecida por diferenças fonéticas.

Semanticamente, a transformação de um nome próprio numa palavra vulgar envolve uma considerável ampliação do seu alcance. Quando um substantivo comum se transforma em nome próprio, a mudança pode ser acompanhada por uma restrição no seu alcance, mas há certamente uma restrição quando um substantivo comum se transforma em nome de lugar, mas como nomes próprios designarão apenas um lugar ou, quando muito, um pequeno número de lugares homônimos. Em todos esses processos, a ampliação ou restrição que possa ter ocorrido é de importância secundária; o ponto principal é que uma marca de identificação se tornou um símbolo significativo ou vice-versa.

As abordagens tradicionais da questão geralmente negaram ao Nome todo e qualquer caráter significativo. Aristóteles, assinalando o aspecto convencional e arbitrário do nome em geral, observa particularmente que, no caso do nome próprio, as partes dotadas de um significado originário o perdem para construir o Nome. Pierce vê o nome próprio apenas como índice. John Stuart Mill, negando no nome próprio a possibilidade de existência de conotação, conclui que ele é desprovido de significado. Bertrand Russel vê no Nome o modelo lógico do pronome demonstrativo cuja função não seria significar, mas apenas mostrar, indicar. Para Gardiner os nomes próprios são marcas de identificação reconhecíveis, não pelo intelecto, mas pela sensibilidade, simples sonoridades distintivas, de caráter não significante. Só a partir de Lévi-Strauss é que vamos encontrar uma interpretação diametralmente oposta, reconhecendo ao nome próprio uma significação e mesmo um papel de operador de classificação. Para ele, “Os nomes próprios são parte integrante dos sistemas tratados por nós como códigos: meios de fixar significações, transpondo-as em termos de outras significações”.

O Nome não é índice, mas signo e elemento classificatório. Não nos deixemos enganar pela expressão nome próprio. Próprio por quê? Propriedade de seu portador? Por um lado, se o Nome é uma marca de individualização, de identificação do indivíduo que é nomeado, ele marca também sua pertinência a uma classe predeterminada (família, classe social, clã, meio cultural, nacionalidade, etc.), sua inclusão em um grupo. O nome próprio é a marca lingüística pela qual o grupo toma posse do indivíduo, e esse fenômeno é geralmente assinalado por ritos, cerimônias de aquisição ou mudança de Nome. A denominação é também a dominação do indivíduo nomeado pelo grupo.

O Nome marca também um aspecto da subjetividade ou da posição social daquele que nomeia, e que é significado pelo Nome que escolhe, portanto, o Nome é sempre significativo, é sempre uma forma de classificação.

Além disso, não é próprio por ser somente uma propriedade de seu portador, mas porque lhe é apropriado. Duplamente apropriado: marca de uma apropriação pelo outro, e escolhido segundo uma certa adequação àquele que é nomeado, para exprimir aquilo que lhe é próprio enquanto indivíduo, aquilo que não é comum a toda a espécie. E com essa operação, volta-se à classificação. Significação e classificação estão sempre estreitamente ligadas no nome próprio.

Há uma corrente que afirma que, em uma sociedade como a nossa, o nome indica o indivíduo, e os apelidos e alcunhas o significam.

Alguns acreditam que, quando o autor confere um nome ao personagem, já tem uma idéia do papel que lhe destina, mesmo que, em certos casos, o nome aja sobre o personagem, até modificando-o. É lícito supor que, às vezes, o nome do personagem é anterior ao texto.

O nome próprio se manifesta na obra de Ana Maria Machado de maneiras bem diversas como constatamos a seguir.

Os elementos de que nos servimos na análise foram lingüísticos, isto é, observamos que recursos foram utilizados para a criação desses nomes, dentre os fonéticos, morfossintáticos e léxico-semânticos.

 

a) Substantivos comuns com letras maiúsculas representativas de personagem:

- o substantivo comum possui força como se fosse realmente um nome próprio, um ser “nomeado”:

 

– Aí, hein, seu Vento, fabricou uma bela flauta! - cumprimentou Miguel. O 17

 

- o substantivo comum refere-se a uma abstração, mas concretizada no contexto:

 

... por causa da maldade dos homens... virão os quatro cavaleiros – a Guerra, a Fome, a Peste e a Morte – ...e haverá chamas e choro, e fogo e sangue... Pr 82

 

- o substantivo comum torna-se marcante, significativo; passando de genérico a específico:

 

O Antílope concordou, a Tartaruga concordou, a Gazela concordou, o Coelho concordou, a Girafa concordou, o Javali concordou, e assim por diante. O 53

 

- as expressões nominais (substantivo + adjetivo) revestem-se de um valor único, consideradas como um todo, uma entidade:

 

Combate contra quem? Contra o Gigante Aterrador, é claro. O Cavaleiro Negro era especialista em Gigantes Aterradores. P 8

 

- os nomes e as expressões construídas por substantivos comuns são criados através de processos semânticos:

 

Diziam que esse tal bisavô tinha sido um dos melhores músicos lá da Banda das Nuvens. Elfo 3

 

- o próprio texto analisa o recurso lingüístico ou apenas o apresenta metalingüisticamente:

 

O BICHO PAPÃO no comando...

- Com licença, seu bicho-papão...

(Uma voz que falava assim mesmo como se bicho-papão fosse uma palavra igual às outras, de letra pequena). MS 15

 

b) Nomes próprios inusitados:

São lidos ao contrário, provocando estranhamento no início, revelando depois nomes próprios conhecidos ou outros substantivos com valor especial:

 

– De onde você vem?

– De Osseva - responderá Leafar.

[...]

Só sabemos que estamos no Projeto Espacial ZAP. Pr 66

 

c) Apelidos:

- a partir de certas características do nomeado:

– E qual é o seu nome?

Tipiti

Tipiti? – estranhou Helena. – Lá onde eu moro, Tipiti não é nome de gente. É nome de coisa. De um cesto comprido que tem na casa de farinha.

– Mas o que é que acontece com o tipiti?

– Ele vai esticando. Ficando cada vez mais fininho e comprido.

– Pois é isso mesmo. Antes eu era menor e mais gorduchinho. De uns tempos para cá, dei para crescer e ficar comprido e magrelo. Aí começaram a me chamar de Tipiti. E eu achei engraçado. Meu nome mesmo, de verdade, é Jorge. Mas Jorge tem muito por aí e Tipiti sou só eu. Quer dizer, Tipiti gente. Bem 17

 

- a partir de transformações (reduções, abreviações) no nome próprio:

 

Bino era menino. Bino era Benedito. Bino era filho de pescador. Lado 7

 

- a partir de combinações com partes da palavras:

 

– Minha Bisa Vó... Minha Bisa Beatriz...

– Acho que deve ter sido meio por aí que comecei a pensar nela como minha Bisa Bia. Bisa 11

– Se eu ficasse só vendo vocês, quietinha, não tinha perigo nenhum. Mas se eu falasse - como acabei falando, corria o risco de que você me ouvisse, Bisa Bel. Bisa 47

– Qual é seu nome?

– Beta. Sou sua bisneta.

[...]

– Tem que ter – confirmou Neta Beta. – E, pelo jeito, a gente vai discutir um bocado. Bisa 48

 

d) Criações vocabulares de nomes próprios:

- a partir de características do nomeado, considerando também a camada fônica:

 

– Esse aí é meu irmão, o Prucutu. Está dormindo, acidentado. É muito desastrado, vive sempre machucado. Toda hora, já se sabe: pru-cu-tu. É Prucutu levando tombo, rolando escada, caindo de cambulhada, levando trambolhão, se esparramando no chão... Bento 33

...um boneco igualzinho a Prequeté, mas com luz azul, galopando em seu cavalinho de pau: procotó-procotó... Nem se espantou quando Prequeté mostrou:

– Esse é meu outro irmão, Procotó. Bento 34

 

- a partir de efeitos sensoriais

 

Mas não sabia se ia ser menino ou menina. Então, inventou um nome que servia para qualquer um. Servia mesmo para qualquer coisa. Era Cusfosfós. Nome gostoso de dizer, dava uma espécie de cosquinha dentro da boca. Pals 5

 

e) Nomes próprios designativos de coisas:

- São criados a partir de certas qualidades ou características do referente.

 

Shampoo Cuca Fresca

Cera Raspa-Sai Raul 13

 

f) Nomes próprios originários de jogos de palavras:

 

Mas como ele sempre vinha com calma, sem pressa, e Lucas queria que ele andasse mais rápido, reclamava.

-Tá lento, tá lento...

O amigo achava graça e continuava. Devagar e sempre. Um dia, achou graça no nome e corrigiu:

- Tá lento, não. Tá manco.

E Lucas ficou sem saber o que era. Talvez o amigo estivesse explicando que andava devagar porque não ia lá muito bem das pernas, mancava ou tinha pouca firmeza. Ou era porque gostava de usar tamanco ou chinelo. Talvez o amigo estivesse brincando com ele, Lucas, que às vezes bem que se sentia manco, com esse negócio de viver pisando com um pé no mundo lá de fora e outro no lá de dentro. Ou então, também podia ser que o garoto estivesse explicando que o nome dele não era Talento, era Tamanco. De qualquer jeito, Lucas acabou passando a chamar o amigo de Tatá. Dentro 10 e 11

 

g) Nomes próprios analógicos:

Formados a partir de analogias com nomes tradicionalmente conhecidos.

 

... como nas histórias do Rei Artur e seu Cavaleiro.

Alguém lembrou que um cavalheiro devia escolher um nome especial, como O Cavaleiro do Lago, ou O Cavaleiro da Rosa, algo assim.

Os dois queriam ser O Cavaleiro da Rosa, por causa da flor de Colombina, mas Paloma não deixou.

Pedro acabou decidindo ser O Cavaleiro do Jasmim, na certa por causa do perfume das noites de luar e da cor branca.

Arlindo queria todas as cores e todas as flores, como sempre, e acabou sendo O Cavaleiro do Jardim. Pr 43

 

h) Nomes próprios completados pelo recurso de rimas:

A rima ocorre ao se usarem palavras com características do nomeado e com idêntico segmento fônico final.

 

- Estava querendo saber de que cor é sua ferrugem.

Raul se assustou de novo. Essa menina sabia algumas coisas que não queria dizer. Ele não deu o braço a torcer:

- Por que você está perguntando?

- Para saber, né. Quando eu tive, a minha era amarela. Estela da ferrugem amarela. Minha amiga contou que a dela era pretinha. Marieta da ferrugem preta. E a sua?

- Azul - disse ele - Raul da ferrugem azul. Raul 38

 

i) Nomes próprios que possibilitam jogos de palavras com palavras estrangeiras:

 

..., enganando todos ao guardas e vigias lá do tal seu rei King.

A essa altura, Okram dará uma risada:

– Você sempre confunde... Já lhe disse que King não é o nome do rei...

– Sei, é sobrenome...

– Nada disso - explicará Okram. - King já quer dizer rei, só que numa língua antiga. Não é sobrenome. Só vem depois do nome do reino porque antigamente, nessa nossa língua, se dizia assim. Harley King quer dizer O Rei de Harley...

[...]

– Meu pai me disse uma vez que o nome era um disfarce, lá de algum tempo antigo, quando a guerra estava mais no começo, e por razões de segurança acharam que era bom disfarçar quem a gente era. Misturaram o nome de um cometa com o de um bairro ou uma cidade antiga nossa, em homenagem, que tinha sido um lugar cheio de festa, música e dança. É que a gente gostou muito da folia e brincadeira, o senhor sabe.

Depois de refletir um segundo, perceberei:

– Ah, sim,... Harlem.. Estou reconhecendo toda essa animação, esse gosto pelas cores, pelas brincadeiras, pelos ritmos alegres... Começo a concluir que o seu Harley King deve ser a nova máscara de meu velho conhecido de outros tempos, o Arlequim... Pr 60 e 61

 

j) Nomes próprios usados como comuns:

 

Vamos logo juntar os prequetés pra conversar isso. Bento 47

 

l) Nomes próprios com representações através de siglas:

 

– É a B. A. I. S., Brigada Arlequinal Internacional de Socorro, um serviço que os coloridos criaram,... Pr 85

 

m) Nomes próprios formados através de nova composição:

- São substantivos comuns que se valem apenas do hífen para dar unidade aos elementos justapostos, numa espécie de neologismo semântico.

 

– É... – explicou Cristina. – Não é bem do escuro. É de Monstro, Assombração, essas coisas da escuridão...

Velho-Que-Vem-Com-Um-Saco, Bruxa, Dragão... – completou Lena.

Beto acrescentou.

Gigante-que-Come-Criança, Ladrão...

Até Dudu foi lembrando:

– Lobo-Mau, Ataque-de-Leão...

– E Bicho-Papão... - tremeu Cristina. MS 13

 

n) Nomes próprios formados através da composição:

- São nomes próprios em que o primeiro elemento é o determinado e o segundo, determinante.

 

Conversa vai, conversa vem, acabei descobrindo que, depois do baile, como Paloma-Colombina não resolvia a quem daria seu coração, Arlindo-Arlequim e Pedro-Pierrô resolveram lutar num duelo... Pr 43

 

Temos também uma formação por composição onde o primeiro elemento é substantivo comum/determinado e o segundo nome próprio/determinante.

 

Depois de muito tempo, quando a nuvem-Miguel já estava até cochilando naquele passeio macio,... O 43

 

o) Nomes próprios escolhidos a partir de características dos nomeados:

 

A primeira criança era uma menina, Paloma. Pr18

[...]

Logo chegou Clara, linda, leve, pluma ao vento, solta, pronta para ir de um lado para outro, bailarina e saltitante, de saia rodada e armada. Quando entrava em cena, fazia um ar tão inocente e assustadinho como o da pombinha do mágico quando descobre a multidão. Vai ver que era por isso que chamavam seu personagem de Colombina. Afinal de contas, Colombina quer dizer pomba em italiano. Pr 37

[...]

Paloma ficou uma Colombina ainda mais pombinha do que Clara, tive até medo de que, de repente, ela batesse asas e saísse voando. Afinal de contas, paloma em espanhol é pomba mesmo. Pr 39

 

p) Nomes próprios retomados pelo recurso da intertextualidade:

 

... como três carinhas da platéia acompanhavam sobressaltadas as hesitações do coração da Rainha Guinevera entre a coragem tranqüila e forte do Rei Artur e a paixão valente e sonhadora de Sir Lancelot do Lago. Pr 34

 

q) Nomes próprios com etimologias indígenas ou africanas:

 

No tempo em que só existia no mundo o grande espírito de Iute, que sempre tinha existido com... Olho 38

No tempo em que só existia no mundo o grande espírito Mavutsinim. O 39

Mas aquelas penas que a gente viu lá no tesouro do imperador – e pode ficar sabendo que o nome daquele chefe era Montezuma – eram penas de quetzal. O 29

E escolheram o homem para ser juiz mais exatamente um Curumim, filhote de homem. Jabuti 6

Eu sei é que tinha um Zumbi que era o rei e veio para o lado de cá, preso, cativo. Lado 47

 

r) Nomes próprios formados através de processos morfológicos variados:

- sufixação

 

Venham ver e ouvir as maravilhas do conjunto. “Os Viajeiros”! Bem 52

 

- abreviação

 

De um lado veio Lolô, uma locomotiva que era um amor. QGP 2

 

s) Nomes próprios que se valem da semelhança sonora:

 

Se eu me chamo Prequeté, todo mundo deve também me chamar de Prequeté...

[...]

- Ah, sim... E o que é que você faz, Diprequeté?

- Meu nome é Prequeté - corrigiu ele.

- E você não acabou de dizer que eu podia chamar Diprequeté? Pois estou chamando. Diprequeté, que é que você faz? Bem 27 e 28

 

 

Referências Bibliográficas:

 

MACHADO, Ana Maria. Alguns medos e seus segredos. 2 ed. Rio de Janeiro: Editora

Nova Fronteira, 1984.

____ . Bem do seu tamanho. 7 ed. Editora Brasil América, 1985.

____ . Bento-que-bento-é-o-frade. 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1985.

____ . Bisa Bia Bisa Bel. 10 ed. Rio de Janeiro: Salamandra, 1985.

____ . O canto da praça. Rio de Janeiro: Salamandra, 1986.

____ . O elfo e a sereia. 2 ed. São Paulo: Melhoramentos, 1986.

____ . História de jabuti sabido com macaco metido. 2ed. Rio de Janeiro: Codecri, 1983.

____ .O menino que espiava pra dentro. 4 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova

Fronteira, 1983.

____. De olho nas penas. 6 ed. Rio de Janeiro, Salamandra, 1984.

____ . Do outro lado tem segredos. 2 ed. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1985.

MACHADO, Ana Maria. Palavras, palavrinhas e ensino do vernáculo.Rio de Janeiro: Codecri, 1982.

_____. Passarinho me contou. 3 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1983.

_____ . Quem perde ganha. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1985.

_____ . Raul da ferrugem azul. 13 ed. Rio de Janeiro: Salamandra, 1979.

_____ . Recado do nome. (Leitura de Guimarães Rosa à Luz do Nome de seus Personagens). Rio de Janeiro, Imago Editora Ltda, 1976.

PEREIRA, Maria Teresa Gonçalves. Recursos Lingüístico-Expressivos da Obra Infanto-Juvenil de Ana Maria Machado. Tese de Doutorado em Letras Vernáculas. Rio de Janeiro: UFRJ, 1990.

ULLMANN, Stephen. A Semântica. 4 ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1964.